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18 de Janeiro de 2019
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    A contabilidade estratégica da gestão de pessoas

    Um novo ano começa e novas expectativas surgem para todos, líderes e liderados. As organizações querem suas novas metas cumpridas e os funcionários geram novas expectativas de promoção, oportunidades etc.

    Todo ano as organizações lançam seus novos budgets, buscando melhores resultados. Ao gestor cabe avaliar se os planos de desenvolvimento organizacional estão trazendo resultados.

    Nesta relação temos uma analogia perfeita com o mundo contábil. A relação de Ativos e Passivos gera o nosso status tanto de nossa carreira como a da equipe que lideramos. De um lado, nossos ativos, nossos investimentos, curto e longo prazo, nossas aquisições e o que construímos. De outro lado, a contrapartida, as obrigações que assumimos; o custo do investimento e da operação em si, as conseqüências do direcionamento de nossas investidas na vida. O “DRE” é o ponto mais objetivo da questão; traduz o resultado da qualidade da equipe. Se os investimentos foram corretos e o timing entre o endividamento e colheita dos resultados for adequado, ótimo. O resultado é lucro e um time alinhado com os objetivos! Por outro lado, perigos ocultos podem estar nas “contas mornas” do seu balanço, como por exemplo, ativos imobilizados que já não lhe trazem nem competitividade, nem liquidez em termos de empregabilidade, como investimentos que não estão associados a uma garantia sólida de receita, pessoas que não conseguimos claramente enteder o valor que agregam aos resultados.

    Como gestores, devemos olhar para as pessoas em nosso time e avaliar se estamos apostando nas pessoas certas, no conhecimento certo para o que precisamos para alcançar os resultados esperados. Não há como progredir sem constantemente avaliar o potencial e adequação das pessoas ao escopo e objetivos atuais, avaliar o entrosamento e motivação das pessoas para a superação do que já está sendo feito.

    Todos nós temos nossos vetores motivacionais, intrínsecos e individuais. Cabe a nos mesmos definirmos se estamos no lugar certo e com as condições certas para a constante jornada da superação humana. Muitas vezes, o sistema organizacional tende retirar esta responsabilidade do indivíduo e atribuí-la a uma política corporativa, a um plano de carreira “bem estruturado”. Este é um risco alto, pois necessitamos da responsabilidade para aprender a responder pelos resultados, sejam eles bons ou ruins.

    Como líderes, precisamos ser menos individualistas e nos preocuparmos mais com o todo, observar mais as pessoas e ajudá-las no processo de desenvolvimento. Na contabilidade humana, o que conta é o saldo da transformação em busca de sermos melhores, mais capazes, mais dispostos a realizar, a compartilhar e a desenvolver o meio em que atuamos.

    Mais do que em processos, modelos e teorias, a excelência na gestão de pessoas baseia-se na excelência de nossos valore humanos.

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